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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PLÍNIO ARRUDA, PSOL, FOI O GRANDE DESTAQUE DO DEBATE

Plínio de Arruda Sampaio foi o grande destaque do debate entre os presidenciáveis na noite desta quinta-feira, na Band. Sem ter o que perder, o candidato do PSOL não poupou ataques para nenhum de seus adversários. Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) enfrentaram igualmente a ira – de pitada irônica – do ex-deputado. “Vocês sabem agora porque José Serra é hipocondríaco. Ele só fala de saúde”, afirmou o socialista, arrancando gargalhadas da plateia. Questionado se venceu ou não o debate, Plínio foi direto: “O povo diz que sim”.
Segundo o candidato, sua participação no embate “deixou claro para a população que existe uma diferença entre os três candidatos do sistema neoliberal e o do PSOL, que segue um modelo de igualdade social, completamente diferente”. No entanto, Plínio não concorda com a posição de franco-atirador que quiseram emplacar nele. “Eu não peguei uma espingarda e saí atirando, apenas mostrei que existe uma proposta alternativa”.
O desempenho de Plínio parece ter surtido efeito. Segundo ele, a Rede Globo entrou em contato com o secretário de comunicação do PSOL e afirmou que irá enviar uma carta convidando-o para o debate que acontece no dia 30 de setembro. “Não falaram comigo pessoalmente, mas é claro que eu vou”.
Plínio dizia que estava participando do embate para defender o fim da desigualdade no Brasil mas, em seguida, afirmou que a desigualdade “estava ali”. Segundo o candidato, ele e Marina Silva foram pouco perguntados e ficaram em desvantagem nas discussões. “Se vocês dois [Dilma e Serra] fizerem blocão, vou fazer bloquinho aqui com a Marina. Eu quero ser perguntado, uai”. No último bloco, quando cada presidenciável tinha direito a fazer suas considerações finais, o candidato do PSOL foi mais uma vez irônico e atribuiu um “clima Pollyanna” ao debate, por conta do tom “morno” e “feliz” que permeou o evento.
Com 80 anos de idade, o promotor público aposentado e mestre em desenvolvimento econômico internacional diz estar conectado à rede e aposta no Twitter para compensar o pouco tempo de TV que terá durante o horário eleitoral. Depois das repercussões de sua participação no debate, Plínio ganhou 2.000 novos seguidores em seu microblog e seu nome ficou no trending topics, o que significa que as menções a Plínio estavam entre as mais recorrentes no Twitter pelo mundo.
Entre suas principais propostas estão o combate ao capitalismo e a preparação do Brasil para o socialismo, além da reforma agrária, a suspensão do pagamento da dívida pública e a redução de impostos que incidem sobre a população de baixa renda.
Trajetória política – Plínio ocupou cargos de confiança durante o governo de Carvalho Pinto em São Paulo, de 1958 a 1962, foi deputado federal antes do regime militar e, durante ele, ficou 12 anos exilado no Chile e nos Estados Unidos. Trabalhou para a ONU, ajudou a fundar o PT, foi suplente de deputado federal em 1984, deputado federal constituinte e duas vezes candidato a governador de São Paulo.
(Marina Dias)

ACESSE O SITE DA REVISTA VEJA E SAIBA MAIS
http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanha-eleicoes-2010/plinio-sobre-o-debate-o-povo-diz-que-venci/comment-page-1/#comment-10681

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Confronto morno entre presidenciáveis marca 1o debate na TV

ReutersPor Natuza Nery e Carmen Munari
SÃO PAULO (Reuters) - Não foi um fla-flu, como muitos esperavam. O debate inaugural entre os presidenciáveis não teve ataques pessoais entre candidatos.
Houve muita cautela até para discordar do adversário. Confronto mais direto ficou nos temas de economia e saúde, quando os dois principais candidatos deixaram claro quem é governo e que é oposição.
No debate promovido pela Rede Bandeirantes na quinta-feira, a petista Dilma Rousseff, dona da candidatura governista e em primeiro lugar nas recentes pesquisas, foi o alvo preferencial do adversário tucano, José Serra, em segundo na preferência do eleitor.
Todas as suas perguntas se dirigiram a ela. Ele criticou os juros altos, a carga tributária e o aparelhamento do Estado. Também garantiu que vai "estatizar" as empresas que já são do governo no sentido de retirar as nomeações políticas que ele acusa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de praticar. Citou diretamente os Correios.
Dilma criticou qualquer iniciativa de baixar os juros de forma "artificial" e revelou ser contra "spreads bancários elevados", utilizando termo pouco compreensível a uma audiência popular.
"Nós não somos aqueles que falamos que vamos rever contratos", alfinetou a petista, ao mencionar tendência já manifestada por Serra para alguns casos.
A associação da ex-chefe da Casa Civil com o governo foi citada pelos adversários e pela própria petista. No entanto, Dilma citou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas três vezes, a primeira delas às 23h20, uma hora e 20 minutos após o início do confronto, quando citava o programa Luz para Todos.
Enquanto Dilma buscou se relacionar ao que existe de positivo no Executivo petista, Serra a intitulou como a "ministra forte" do governo ao enumerar o que considera os pontos fracos da gestão do presidente Lula, pontuando a área de infraestrutura.
Dilma estreou o primeiro debate de sua vida política tentando vincular o opositor com o governo Fernando Henrique Cardoso, de quem foi ministro, ao comparar números do emprego.
Serra disse não fazer "política com retrovisor", que preferia falar de futuro.
"Acho muito confortável que a gente esqueça o passado. Não é prudente", revidou a ex-ministra, puxando o debate para esse terreno.
Ele evitou a armadilha do "plebiscito" com uma gestão popular, e criticou o apagão em áreas da infraestrutura para criticar a falta de investimento do governo federal em portos, rodovias e aeroportos. Fez isso citando exemplos pontuais de dificuldades em municípios e Estados do país, de modo a se aproximar do eleitor desses locais.
"Hoje andar em estradas federais é um perigo público", enfatizou ele.
A candidata do PV, Marina Silva, adotou um comportamento de neutralidade no confronto da TV. Muitos previam que ela se aliasse a Serra contra Dilma, o que não ocorreu. Ora a candidata do PV inquiria o tucano; ora a ex-colega de partido.
Plinio de Arruda Sampaio, do PSOL, o francoatirador da noite, se autodeclara o candidato contra a desigualdade social. Em dado momento, ele reclamou da polarização do debate entre Dilma e Serra.
"Se vocês dois fizerem o blocão, eu vou fazer bloquinho com a Marina. Eu quero ser perguntado, uai", disse Plinio.
Não poupou nem Marina. Chamou-a de "ecocapitalista." "Ouvindo você falar aqui, dá impressão que você é do PT."
"Aqui eu vejo um bom mocismo, tudo pode ser conciliado"
SAÚDE
Serra insistiu em questionar Dilma sobre a realização pelo governo dos mutirões de cirurgias que implantou quando foi ministro da área.
Ele criticou o fato de o atual governo ter parado com o programa de mutirões preventivos e de cirurgias, entre elas as de catarata e as de próstata.
"O governo (Lula) parou com os mutirões. Isso é uma crueldade", afirmou o tucano.
Dilma respondeu não ser contra esses mutirões, mas afirmou que eles não podiam ser características de um programa mais amplo sobre a saúde. "Considero que temos diferenças de encarar sobre o que precisa ser feito na saúde", afirmou.
O tucano cercou mais Dilma. Questionou a petista sobre programas para portadores de deficiência e a deixou na defensiva.
"O Ministério da Educação quis proibir a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de ensinar. Mais ainda, cortou a ajuda em transporte para que as crianças possam ir à escola."
"Foi o seu governo...Não sei como você, como ministra muito forte, deixou que isso acontecesse."

VISITEM O SITE DO YAHOO
http://br.eleicoes.yahoo.net/noticias/782/confronto-morno-entre-presidenciaveis-marca-1o-debate-na-tv

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aos 80 anos, Plínio de Arruda mostra desenvoltura e vira destaque do debate

O candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, 80, foi o destaque do primeiro debate entre os presidenciáveis promovido pela TV Bandeirantes. Seu nome chegou ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter.

"Vocês sabem agora porque José Serra é hipocondríaco. Ele só fala de saúde", afirmou o socialista, arrancando gargalhadas da plateia.

PORTAL DA TERRA

No 4º bloco, Plínio diz que Marina é "eco-capitalista"

Depois de criticar as poucas questões dirigidas a ele no debate da Rede Bandeirantes, o candidato do Psol Plínio de Arruda Sampaio disse que Marina Silva, candidata do PV, é uma "eco-capitalista".

Marina não rebateu a denominação, mas disse discordar da posição de Plínio, dizendo que a discussão sobre o meio ambiente é bastante generosa. "O empresário precisa de água limpa, a criança pobre também". Ela ainda falou que se a temperatura da Terra continuar subindo, estaremos inviabilizando a vida do planeta.

Plínio, durante o seu espaço para perguntas, disse que havia preconceito até no debate. "Há um muro entre eu e você aqui, telespectador".

Nas perguntas dirigidas a Serra e Dilma, os candidatos do PSDB e PT, respectivamente, falaram sobre redução do IPI, patrimônio público e incentivo fiscal.

Serra afirmou que criará a nota fiscal brasileira, a exemplo do que é feito em São Paulo com a nota fiscal paulista.

O candidato tucano afirmou que irá "estatizar empresas que são públicas" para que "sirvam ao interesse público e não partidário". E concluiu: "Não vou arrebentar empresas públicas como foi feito nos Correios e Telégrafos. Vou fazer com que os Correios voltem a ser o que eram antes".

ACESSEM O SITE Portal da UOL http://www1.folha.uol.com.br/poder/778685-aos-80-anos-plinio-de-arruda-mostra-desenvoltura-e-vira-destaque-do-debate.shtml

Plínio de Arruda foi a surpresa do debate na Band


Os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) polarizaram o debate da TV Band, realizado na noite dessa quinta-feira (5). Ainda sim, a surpresa do programa foi a participação do candidato a presidente pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio. É o que relata o repórter Bernardo Mello Franco no podcast abaixo.

"Sem nada a perder, Plínio assumiu o papel de franco-atirador e partiu para cima de todos os adversários. [...] Provocou algumas risadas entre os assessores presentes e, como consequência, acabou sendo sucesso na internet. Foi o nome mais citado no Twitter pelos internautas que acompanhavam o debate", afirma o jornalista. Ouça:

ACESSEM O SITE http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/08/06/plinio-de-arruda-foi-a-surpresa-do-debate-na-band-ouca-comentario.jhtm

Veja abaixo alguns dos principais momentos do debate da Band

Preparativos

Plínio de Arruda Sampaio foi o primeiro a chegar ao debate da Band, às 20h50. Marina Silva chegou sete minutos depois. Acompanhada do ex-ministro Antonio Palocci e da primeira-dama Marisa Letícia, Dilma chegou às 21h04. Por último, Serra apareceu nos estúdios da Band às 21h29. Dilma vestia branco, quando se esperava que ela elegesse o tradicional vermelho do PT. Foi Serra quem inovou ao aparecer de gravata vermelha.

Dilma empenhou-se em demonstrar tranquilidade na chegada. “Eu estou preparada acho que esse debate é importante e esclarece a população”, disse. Único dos presidenciáveis que não falou com toda a imprensa, somente com a Band, Serra chegou acompanhado do candidato ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, do governador Alberto Goldman e do prefeito Gilberto Kassab.

Primeiro bloco

Seguindo o script do debate, o primeiro bloco foi dominado por declarações dos candidatos sobre temas de saúde, educação e segurança. Dilma, por exemplo, falou sobre a criação de UPAs, o programa Brasil Sorridente e o SAMU. A petista, que foi vítima de um câncer no ano passado, disse ainda que pretende fazer mutirões de prevenção ao câncer.

Serra, por sua vez, falou dos planos de criar o programa Mãe Brasileira. Questionado por Marina, o ex-governador também falou sobre a experiência que tirou dos anos em que passou no governo e na oposição. Ao prometer continuidade, citou o programa Bolsa Família, que associou a projetos do governo FHC. “Eu nunca joguei no quanto pior melhor”, afirmou.

Segundo bloco

Além de protagonizarem a primeira troca de críticas sobre estradas, Dilma e Serra falaram sobre política de emprego, após a petista se empenhar em uma comparação entre os governos Lula e FHC. Serra rebateu dizendo que campanha "não se faz com olhos no retrovisor". Afirmou que as circunstâncias de hoje e da década passada são diferentes na área econômica.

Além disso, questionou o crescimento do Brasil tomando como base o tráfego aéreo. Criticou também a situação dos portos no País. Questionada por Plínio, Dilma disse não concordar com medidas que flexibilizam desmatamento. Pontuou ainda que é preciso ter respeito aos movimentos sociais e às condições de cada categoria de trabalhadores.

Terceiro bloco

Plínio protagonizou os primeiros momentos do blobo junto com Marina, que exaltou novamente sua proposta de criar programas sociais de terceira geração. Dilma, que teve a oportunidade de perguntar em seguida, chamou o tucano para uma discussão sobre indústria naval e programas federais como o Luz Para Todos. "Acho um programa positivo do governo, quero lembrar que é um prolongamento do programa do governo Fernando Henrique Luz no Campo", engatou Serra, que criticou o fornecimento de energia no Maranhão.

Serra entrou, então, no assunto saúde, mencionando mutirões de cirurgia. Disse que caiu o número de cirurgias como de catarata, varizes e próstata, chamando mais uma vez Dilma dar uma explicação. "Eu não sou contra mutirões. O que acho é que é uma medida de emergência e de urgência", respondeu Dilma, alegando que mutirões não podem ser a política de base para a saúde. "Eu considero que temos uma diferença na forma de encarar o que deve ser feito na área de saúde", emendou. Foi Plínio quem trouxe descontração ao estúdio, chamando Serra de hipocondríaco. "Ele só fala em saúde."

Quarto bloco

Questionados por jornalistas da Band, Dilma e Serra abriram o primeiro bloco falando sobre política econômica. Dilma gaguejou pelo menos quatro vezes ao responder à pergunta. Falou, por exemplo, sobre o enfrentamento da crise e a relação dívida/PIB. Disse ainda que acredita que os juros no País vão cair, em uma resposta às críticas feitas por Serra logo antes às elevadas taxas praticadas nessa área pelo atual governo. Serra chegou a dizer que Dilma elogiou a política de privatizações do governo.

Plínio e Marina dominaram o fim do quarto bloco. Marina disse ser a favor da democratização do campo. Comentou ainda projetos do governo Lula, como a transposição do Rio São Francisco e a usina de Belo Monte, dizendo que o primeiro foi feito corretamente do ponto de vista ambiental e o segundo não. O candidato do PSOL criticou o "bom mocismo" dos adversários, dizendo que todas as promessas têm um custo.

Quinto bloco

Nas considerações finais, Serra disse que sua filha lhe disse para "sorrir mais". E afirmou que ficou muito satisfeito com o resultado do debate. E voltou a investir no discurso sobre sua origem humilde. "Consegui chegar onde cheguei graças a um trabalho muito duro do meu pai", afirmou, lembrando ainda sua trajetória de militância política. Dilma, por sua vez, agradeceu a todos e disse considerar o debate importante para o País. "Amplia a democracia", disse a petista, relembrando a passagem pela Casa Civil. "Conviver com a generosidade e inteligência política do presidente foi uma experiência única", disse, colando em Lula. "Nosso governo devolveu ao País a autoestima", disse.

Marina, por sua vez, procurou se aproximar de Lula e falou sobre a possibilidade de o País eleger a primeira mulher presidente "de origem amazônica". Plínio, por sua vez, voltou a ironizar as promessas dos rivais. Voltando-se ao eleitor, afirmou: "Aqui ficou evidenciado uma coisa. Há um muro nesse País, entre suas aspirações e os rumos desse País".


*Com reportagem de Ricardo Galhardo, Nara Alves, Matheus Pichonelli, Rodrigo Rodrigues e Mariana Castro

ACESSEM O SITE http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/presidenciaveis+treinaram+para+debate+ate+o+ultimo+minuto/n1237740626178.html#2

sábado, 31 de julho de 2010

QUANDO FALHAM AS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTOS DOS INSTITUTOS NO BRASIL

Em mais um ano de eleições ai estão eles, os INSTITUTOS DE PESQUISAS, que dizem ser empresas sérias mas até onde vai a seriedade dos INSTITUTOS? Confira você mesmo.

CONTAGEM 2008

Eleições em Contagem – como erram as pesquisas!
| author: Lingua de Trapo
Na última sexta-feira, 03/10, foi publicado no jornal SUPERNOTÍCIA pesquisa do instituto Sensus Pesquisa e Consultoria, cujas projeções indicavam uma vantagem de 6 pontos a favor do candidato Ademir Lucas-PSDB que teria 34,4% das intenções de voto sobre a Petista Marilia Campos que estaria com 28,4%.

Dentre os argumentos do texto está à vaticinação de que Ademir Lucas estaria eleito com aquele resultado. O instituto Sensus só esqueceu do detalhe de que o município de Contagem conta com mais de 200.000 eleitores e, para que isto ocorresse, o candidato Ademir Lucas precisaria de mais de 50% dos votos válidos.

O resultado das urnas em primeiro turno mostrou outra coisa, Marília Campos ficou em 1º. Lugar com 43,87% e Ademir Lucas em 2º. com 37,39% dos votos válidos e a eleição será definida só no segundo turno de votações.

Reafirmo aqui que pesquisas eleitorais e textos cuidadosamente dissimulados tem sido utilizados para ludibriar o eleitor e como forma de alavancar candidaturas. Isto é um risco para a lisura dos pleitos democráticos.

Vivemos num país onde MANDA QUEM PODE MAIS, AQUI EM SE TRATANDO DE IMPRENSA E INSTITUTO SEMPRE HÁ UMA TENDÊNCIA.

VEJA AGORA OS DISPARATES DOS INTITUTOS PARA AS ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE 2010

Eleição vira novela com narradores contraditórios

18 de abril de 2010 | 0h 00

José Roberto Toledo – O Estado de S.Paulo, via Nassif

Esqueça os números e se concentre na história que eles contam. Mesmo assim, as versões contadas pelos institutos são irreconciliáveis. As tendências apontadas pelo Datafolha não batem com as traçadas pelo Sensus, que não são iguais às apontadas por Vox Populi e Ibope. A cada semana muda o narrador e, com ele, os rumos da novela eleitoral.

Segundo o Datafolha, a intenção de voto estimulada em José Serra (PSDB) caiu no começo do ano e voltou a subir, retornando aos patamares de dezembro. Já de acordo com o Sensus, Serra nunca saiu do lugar e continua no mesmo patamar que tinha em novembro.

Vox Populi e Ibope contam, até agora, uma história parecida entre si, mas divergente das duas anteriores. Como o Datafolha, os institutos detectaram uma tendência declinante de Serra no começo do ano, mas não viram, até agora, nenhum sinal de recuperação.

Sobre Dilma Rousseff (PT) os institutos tampouco concordam. Pelo Datafolha, ela cresceu rápido, mas bateu em um teto que a deixa distante de Serra. Para Sensus e Vox Populi, a tendência de crescimento de Dilma persiste e ela se aproxima cada vez mais do rival, se é que já não empatou com o tucano.

O único ponto em comum entre os institutos é a pesquisa espontânea: Serra e Dilma estão empatados tecnicamente. Mas muitos eleitores respondem ”Lula” ou ”candidato de Lula”. Sinal de que a petista tende a crescer.

Na ausência de fatos que chamem a atenção da maioria do eleitorado para a sucessão, os narradores tomaram para si o protagonismo da novela eleitoral. Paralela à dos candidatos, disputam uma corrida dos institutos.

E PARA TERMINAR LEIAM ESTE COMENTÁRIO

Cena um.
Resultado da pesquisa do Instituto Vox Populi/Band/Portal IG com 3 mil eleitores entre os dias 17 de 20 de julho: Dilma Rousseff (PT) com 41% das intenções de voto, José Serra (PSDB) com 33% e Marina Silva com 8%.
Uma liderança folgada (oito pontos) de uma candidatura (Dilma) que, a se julgar apenas pelos dados do Vox Populi/Band/IG, estaria em marcha firme rumo à vitória ainda no primeiro turno.
Isso porque, diz o Vox Populi, a diferença entre a candidatura líder e a soma de todos os outros oponentes seria de apenas um ponto percentual.
E, ao mesmo tempo, a líder estaria crescendo bem mais do que a soma dos oponentes nas pesquisas espontâneas de intenção de voto.
Cena dois.
Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha com 10.905 eleitores entre os dias 20 e 23 de julho: José Serra (PSDB) com 37%, Dilma Rousseff (PT) com 36% e Marina Silva com 10%.
A se julgar apenas pelas informações fornecidas pelo Datafolha, há um empate técnico clássico e uma disputa acirradíssima entre as duas primeiras candidaturas (Serra e Dilma).
Com vantagem de um ponto percentual para um candidato (Serra) que, de acordo com o Vox Populi, está oito pontos atrás da candidatura líder (de Dilma).
Considerada a margem de erro do Vox Populi, de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, a melhor situação pró-Serra seria uma diferença de 39,2% a 34,8% a favor de Dilma.
A pior, de 42,8% a 31,2%, ainda a favor da candidata petista.
Por outro lado, levando em conta as margens de erro do Datafolha, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a melhor situação para Serra, no limite do erro a seu favor, seria uma liderança de 39% a 34% .
Uma diferença de cinco pontos percentuais a favor de um candidato que, apenas três dias antes, de acordo com a concorrência, tinha oito contra.
A pior para a candidatura tucana seria uma vitória da candidata petista por 38% contra 35% de Serra.
Lideranças folgadas de um lado.
Disputas acirrada do outro.
Alternâncias de um lado.
Candidatos que jamais passam o concorrente do outro.
Nem é preciso ouvir os argumentos de um ou outro lado para constatar o óbvio: trata-se do samba da pesquisa doida.
Há algo de muito estranho no no reino dos institutos de pesquisa.
Acho que eles deveriam sair à campo, neste final de semana, não para aplicar questionários, mas para tentar explicar porque essas coisas ocorrem.
Alguém está errando muito feio nesta campanha.
Se é por manipulação ou por incompetência, é preciso explicar, sob pena de ter o que sobrou de credibilidade reduzido a pó.
Ibope e Sensus estão vindo por aí.
O samba da pesquisa doida continuará a repicar?
De qualquer forma, é triste, muito triste.

AGORA AMIGO ELEITOR, VAI SE DEIXAR SER UMA MÁQUINA DE MANOBRA? FIQUE DE OLHO ABERTO.PSOL

OBS: Textos retirado dos blogs de

http://linguadetrapo.blogspot.com/2008/10/eleies-em-contagem-como-erram-as.html

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pesquisas-eleitorais-alguem-esta-errando.html

http://noticias.r7.com/blogs/eduardo-marini/2010/07/25/institutos-erram-feio-e-o-samba-da-pesquisa-doida-manipulacao-ou-apenas-incompetencia-de-qualquer-forma-e-triste-muito-triste/

terça-feira, 27 de julho de 2010

CANDIDATO A PRESIDENTE PELO PSOL É SABATINADO NO RECORD NEWS

O candidato à presidência da República pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, disse em entrevista ao R7 que o fim das escolas particulares é um dos primeiros passos para o fim da desigualdade social no país. O socialista conversou com a reportagem antes do início da campanha eleitoral e falou sobre alguns de seus projetos para a educação no país, caso seja eleito. Veja a seguir os principais trechos:
Ensino privado
Plínio de Arruda diz que os imóveis das escolas particulares devem ser desapropriados para que o acesso ao centro se torne universal.
- Desapropria e paga o atraso. Um colégio como o Santa Cruz, por exemplo, tem um super prédio. Isso tem um valor. Então, desapropria o imóvel, paga a congregação que fez isso [mantenedora], mas o colégio vira público. Quem morar nas cercanias pode freqüentar o colégio. Seria o correto em uma educação pública. Do mesmo modo como a saúde. Enquanto houver hospital privado, o rico vai receber [atendimento] na hora e o pobre vai levar seis meses para conseguir uma consulta.
Indagado sobre como faria a sociedade apoiar essa medida, o candidato disse que “é uma questão de convencimento”, e que planeja usar seu tempo de propaganda eleitoral na televisão para explicar esse processo ao eleitor.
Remuneração de professores
Para o candidato do PSOL, além de não haver escola privada, os professores devem receber o mesmo salário.
- Todas as escolas têm que ser públicas. Todos os professores têm que pertencer a uma carreira e eles têm que ter um salário igual para trabalho igual. Então, um professor de física de uma escola pública aqui de São Paulo e um da escola pública de uma cidadezinha no Piauí têm que receber a mesma coisa, para poder ter professor competente lá também, senão o menino do Piauí sempre vai perder para o de São Paulo. Então, acho que a educação deveria ser inteiramente pública.
ProUni
O candidato apóia o ProUni (Programa Universidade Para Todos), desenvolvido pelo governo federal, mas afirma que é preciso dar mais atenção ao ensino básico antes de investir muito no universitário.

• Educação é alvo de candidatos à Presidência
- [O programa de bolsas] expande o ensino universitário, mas de uma categoria menor. Para seguir a universidade é preciso ter uma base. Senão, você faz um universitário com “pé de barro” – que sempre terá insegurança porque não tem base [educacional].
Cotas nas universidades
- [Ter cotas nas universidades] É de certo modo, um mal necessário. Dada a distância tão grande que se criou nessa sociedade injusta, entre o menino rico e o pobre, é preciso que haja cota. Na verdade não deveria ser racial, deveria ser de pobreza. O menino pobre deveria ter direito de entrar. Aqui se fez com esse aspecto [racial] que eu acho complicado, mas é necessário porque senão não consegue vencer o atraso [educacional]. Numa sociedade justa isso não vai existir.
Educação no campo
Plínio se especializou na questão agrária, e trabalhou em programas de reforma agrária na ONU (Organização das Nações Unidas). Para ele, o sistema de ensino gerido pelo MST (Movimento dos Sem-Terra) é um exemplo de como a educação deve ser feita no campo.
- Nunca vi, não conheço nenhum sistema educativo mais eficaz do que o do MST. E tenho testemunhas, porque acompanhei esse pessoal por muitos anos. [Um exemplo:] Na primeira vez que a mocinha veio à reunião para a última que a vi; já tinha se tornado uma professora universitária, poderia entrar na universidade. E aprendeu [estudou] no MST.
Religião nas escolas
Para o candidato, as escolas deveriam ser obrigadas a fornecer um curso do pensamento religioso. Os estudantes seriam obrigados a participar, e os pais dos alunos pequenos deveriam ter direito de escolher a religião do professor.
- Nessa aula, os alunos se dividem. O resto é tudo junto: filho de pobre, filho de rico. E é por localização. O menino mora aqui e é filho da cozinheira, ele estuda com o filho do doutor. E o filho do pai ateu convive com o filho do pai religioso. É para ter igualdade no país.
Questionado se a religião poderia tornar-se um tema de segregação entre o povo brasileiro, Plínio admitiu que o risco existe, “mas também existe o intercâmbio” de cultura.
- Na verdade, a educação religiosa é em função da família, não da escola. O que acho que a escola não pode é tentar impor ao aluno a ideologia do estado.
E acrescentou que o a liberdade do pensamento religioso deve ser mantida. O menino ateu e marxista, por exemplo, teria direito de estudar os fundamentos do ateísmo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

CANDIDATURA DE ROBSON ANDRADE SE DESTACA NA MÍDIA NACIONAL

Justiça Eleitoral é a prova para astrólogoEnquanto muitos candidatos são multados pela Justiça Eleitoral sem nenhum risco de terem suas candidaturas impugnadas, outros começam a ter problemas por questões meramente burocráticas.

Único astrólogo registrado no TSE, candidato a deputado estadual pelo PSOL, o mineiro e leonino Robson Andrade, teve que correr para apresentar ao Tribunal seu comprovante de escolaridade.

Isso porque antes de se candidatar, Robson consultou os atros e viu que sua situação é favorável. Mas a Justiça Eleitoral é imprevisível.

Autor: Thais Arbex

ACESSEM O SITE
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2010/07/14/justica-eleitoral-e-a-prova-para-astrologo/

CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL PELO PSOL EM MINAS DEU ENTREVISTA AO FOLHA DE SÃO PAULO

FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA
Ao informarem suas ocupações à Justiça Eleitoral, 1.961 candidatos disseram ser deputados, vereadores, senadores, governadores e ministros de Estado. Juntos, os políticos ocupam o primeiro lugar na lista de postulantes a um cargo eletivo.
O número de políticos na disputa aumentou 6,5% em relação a 2006, quando 1.841 concorreram. Na última eleição, eles também foram maioria das profissões especificadas. "Outros", contudo, continua sendo, em números absolutos, a principal opção dos 21.659 candidatos ao declarar a própria ocupação.
"A pessoa muitas vezes coloca político como profissão porque dá prestígio ou porque não exerce mais a própria profissão há muito tempo", avalia o cientista político David Fleischer, professor da UnB. Entre as profissões com maior número de candidatos, os deputados ocupam o quarto lugar, e os vereadores, a sexta posição.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), é o típico caso do político que nunca exerceu outra ocupação: "Estou na Câmara há 40 anos e sou um político com muito orgulho". Alves foi eleito deputado antes de concluir a faculdade de direito e vai tentar o 11º mandato consecutivo como deputado.
Empresários, advogados e comerciantes são, depois de políticos, as profissões da maioria dos candidatos.
A experiência dos políticos de profissão não assusta candidatos de primeira eleição como Robson Andrade (PSOL-MG), que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas. Astrônomo de profissão, Andrade é o único representante da categoria.
Os astros, porém, não lhe garantem vitória: "Meu mapa astral indica momento de grande aprendizagem". Ele quer adquirir experiência para se eleger vereador em 2012.
Representantes de outras profissões não se intimidam em disputar com candidatos mais experientes. Único agente funerário declarado, Moisés de Lima, o Moisés da Funerária (PTB-SP), diz que a experiência de 30 anos no ramo de enterros lhe credencia a ser um deputado estadual capaz de lutar "por todos".

ACESSEM O SITE

http://www1.folha.uol.com.br/poder/771413-politica-ocupa-o-1-lugar-na-lista-de-profissoes-dos-candidatos.shtml